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03/08/2026

União, representatividade e alinhamento nacional

O setor de asseio, conservação e serviços especializados vive um momento decisivo. As transformações nas relações de trabalho, os desafios regulatórios, a necessidade de ampliar a segurança jurídica e o fortalecimento da competitividade das empresas exigem uma representação cada vez mais articulada, técnica e alinhada nacionalmente.

Nesse contexto, a minha posse como novo presidente da Febrac marca também um momento histórico: pela primeira vez, um empresário catarinense assume o comando da entidade. O fato representa o reconhecimento da atuação construída ao longo dos anos em Santa Catarina, mas, sobretudo, reforça a responsabilidade de conduzir uma agenda nacional pautada pelo diálogo, pela humildade e pelo compromisso com resultados.

Mais do que nunca, será a capacidade de construir consensos e unir esforços que permitirá ao setor avançar.

A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) inicia um novo ciclo com esse propósito: fortalecer a representação institucional de um segmento formado por mais de 57 mil empresas no país, responsável por 2,7 milhões de empregos formais, cerca de R$ 200 bilhões em arrecadação e mais de R$ 2,7 bilhões destinados ao Sistema S. 

Trata-se de um dos maiores empregadores do país e de um setor indispensável para a economia brasileira.

Os números demonstram a relevância do segmento, mas também evidenciam que ainda há espaço para ampliar a influência nos ambientes onde são tomadas as decisões que impactam diretamente empresas e trabalhadores. 
O trabalho para a nova gestão é claro: fortalecer a interlocução com o Congresso Nacional, aumentar a bancada de apoiadores do setor, o Poder Executivo e a Justiça do Trabalho, contribuindo para a construção de políticas públicas, aperfeiçoamentos legislativos e soluções que promovam segurança jurídica e estimulem a geração de empregos.

Esse fortalecimento institucional passa, necessariamente, pela união de esforços entre empresários, sindicatos estaduais e entidades representativas. O momento exige o alinhamento de discursos, prioridades e estratégias, para que o setor fale cada vez mais com uma só voz diante dos grandes temas nacionais, fortalecendo assim a representatividade política.

O trabalho também passa pela aproximação com entidades parceiras, como Fenavist, Cebrasse e CNC. Quebrar antigas barreiras e trabalhar em conjunto. Embora representem segmentos distintos, as entidades compartilham desafios semelhantes. A atuação integrada amplia a capacidade de diálogo e fortalece toda a cadeia produtiva.

Entre as pautas prioritárias está o tema Aprendiz. A legislação possui relevante função social, mas sua execução ainda apresenta dificuldades para diversos segmentos da prestação de serviços. É preciso trabalhar para construir alternativas que preservem as oportunidades para os jovens, sem desconsiderar a realidade operacional das empresas.

Internamente, será essencial aprofundar o alinhamento entre a Febrac e os sindicatos estaduais. Uma federação forte depende de entidades estaduais igualmente fortalecidas, integradas e comprometidas com objetivos comuns. Ao mesmo tempo, é preciso aproximar da representação institucional milhares de empresários que ainda não participam da vida sindical. Quanto maior a participação, maior será a legitimidade para defender os interesses do setor.

A profissionalização das empresas e das lideranças também ocupará papel central. Inovação, qualificação, gestão eficiente e valorização das pessoas serão fatores determinantes para manter a competitividade de um segmento cada vez mais estratégico para o país.

Os desafios são grandes, mas também são grandes as oportunidades. Com união, alinhamento institucional e participação ativa do empresariado, sindicatos e entidades parceiras, o setor de serviços poderá ampliar sua força, sua representatividade e sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Juntos seremos mais fortes!

Avelino Lombardi - Presidente do SEAC-SC