Febrac promove jantar com parlamentares e lideranças empresariais
A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) promoveu na noite desta terça-feira, 10 de março, o primeiro jantar do ano, voltado para parlamentares, lideranças sindicais e organizações parceiras. Ao todo, participaram do evento cerca de 50 pessoas, entre elas os deputados Coronel Ulysses (União-AC), Leo Prates (PDT-BA), Luis Gastão (PSD-CE) e Rafael Pazenti (MDB-SC), além do ex-prefeito de Assú (RN), Ivan Lopes Jr.
O presidente do SEAC-SC, Avelino Lombardi, esteve presente no evento. O jantar reforça o que a Febrac considera essencial para o Brasil: o diálogo entre o setor produtivo e o Poder Legislativo.
“A Febrac representa um segmento que, muitas vezes, não aparece no centro dos debates públicos, mas está presente em praticamente todos os ambientes da vida econômica e social do país. Geramos milhões de empregos, com registros de saldos positivos frequentemente. É justamente por essa responsabilidade que acompanhamos com atenção o debate em curso no Congresso Nacional sobre a proposta de extinção da escala 6×1. Não há dúvida de que discutir qualidade de vida, equilíbrio entre trabalho e melhores condições para o trabalhador é um tema legítimo. Esse é um debate que merece respeito e profundidade”, afirmou o presidente Edmilson Pereira, presidente da Febrac.
Mas mudanças estruturais nas relações de trabalho exigem cautela. O setor de facilities opera com contratos muitas vezes vinculados a licitações públicas e privadas, margens reduzidas e elevada carga tributária sobre a folha. Estudos recentes indicam que a redução da jornada sem redução salarial pode elevar significativamente os custos do setor. Em alguns segmentos, esse impacto pode superar 20%. No conjunto do setor de serviços, estimativas apontam para custos adicionais que podem alcançar centenas de bilhões de reais.
“Quando uma mudança dessa magnitude ocorre de forma abrupta, sem transição planejada e sem medidas compensatórias, o efeito pode ser exatamente o oposto do que todos desejamos: pressão sobre contratos, aumento de custos, repasse de preços ao consumidor e risco para a manutenção de empregos formais. Por isso, a posição da Febrac é clara. Defendemos que qualquer discussão sobre jornada de trabalho seja conduzida com base em diálogo técnico, análise de impactos e construção responsável de soluções”, complementa.
O Brasil possui instrumentos importantes para isso, especialmente a negociação coletiva. Ela permite que empregadores e trabalhadores encontrem caminhos equilibrados, respeitando as especificidades de cada setor e garantindo segurança jurídica.