Artigo - Controle terceirizado de custícios
Custício, como você já sabe, é uma palavra-aglutinada dos termos “custo” mais “desperdício” (cust+ício) que nossa consultoria criou para diferenciar e separar os “custos efetivos e necessários para a prestação dos serviços” dos “desperdícios disfarçados de custos necessários”.
Fizemos isso porque nas centenas de check-ups que a nossa consultoria fez nos departamentos de marketing, vendas, operacional, técnico, instalação, manutenção, financeiro etc. das empresas de monitoramento de alarmes, constatamos que algo em torno de setenta por cento (70%) dos gastos desses departamentos não eram com custos propriamente ditos, mas com desperdícios disfarçados de custos.
Então, era preciso criar um termo específico para nomear e caracterizar esse fenômeno a fim de poder estudá-lo cientifica e isoladamente, já que ele é o grande gerador de prejuízo das empresas.
Custo é o dinheiro que se gasta para agregar valor a um serviço. Logo, todo dinheiro gasto que não adiciona valor ao serviço, não pode ser considerado como custo, mas como desperdício ou, custício.
Veja, não se pode considerar como custo os “retrabalhos” feitos para reparar trabalhos malfeitos porque, se o trabalho fosse bem-feito, esses retrabalhos não existiriam. Isso é desperdício. É dinheiro jogado fora.
Gastar dois dias para fazer o trabalho que poderia ser feito em um dia também não pode ser considerado como custo, porque esse tempo adicional não agrega nenhum valor ao serviço.
Da mesma maneira, não se pode considerar como custos os gastos com os atendimentos aos alarmes falsos que representam mais de 90% do total de atendimentos • os gastos com visitas técnicas desnecessárias resultantes dos alarmes falsos • os gastos com as trocas desnecessárias de equipamentos e dispositivos resultantes dos alarmes falsos • a perda bisonha de clientes causada pela deficiência nas cobranças • os cancelamentos prematuros de contratos por insatisfação com os problemas causados pelo sistema instalado e/ou com o inexperto atendimento • a inadequada geologística de vendas que gera gastos futuros desnecessários nos atendimentos • o gasto com o desperdício de tempo de atendimento do comercial quando da perda inexperiente de clientes para a concorrência • a perda de tempo e de dinheiro com as vendas novas não lucrativas • o gasto de tempo e de dinheiro com a manutenção de clientes deficitários na carteira • o gasto de tempo dos empregados com os processos excessivamente burocratizados nos diversos departamentos de muitas empresas • o gasto de dinheiro com etapas absolutamente desnecessárias do processo operacional • o absurdo desperdício de tempo dos empregados brincando com o celular no horário de expediente etc.
É importante salientar que serviço se presta com gente e não com máquina. E que a empresa paga para os empregados trabalharem 44 horas semanais para agregarem valor aos serviços e que por isso, qualquer tempo gasto dessas 44 horas com atividades que não adicionam nenhum valor a eles não é custo, é desperdício disfarçado de custo. Ou mais objetivamente: “dinheiro jogado fora”.
Então se a empresa “separar e quantificar” todos esses e muitos outros custícios embutidos nos custos, estabelecer metas realistas e crescentes de redução no longo prazo, e controlar rigorosamente os resultados, esse dinheiro que era jogado fora, passa a ser jogado nos lucros.
Todavia, embora essa tarefa seja óbvia e essencial para a sobrevivência lucrativa de uma empresa, ela não é tão simples assim de ser feita, exatamente porque os custícios se disfarçam de custos e confundem a gestão.
Para separá-los e quantificá-los é preciso esmiuçar os dados e os fatos e interpretá-los. E isso exige uma combinação de análise crítica, intuição, perspicácia e muito conhecimento contextual.
Envolve ir muito além da superfície dos eventos para descobrir as causas subjacentes. Exige que se analise as relações de causa e efeito entre os dados e os fatos. Que se utilize a criatividade e a imaginação para conectar os pontos, buscando conexões para descobrir o que está por trás dos fatos.
Obviamente, um trabalho desse tipo exige profundos conhecimentos de processamento de dados, de econometria, de engenharia econômica, de engenharia mercadológica, de administração da operação, de técnicas avançadas de vendas e uma extraordinária experiência e vivência no ramo da segurança eletrônica.
E mais: esse trabalho precisa ser feito mensal e permanentemente, porque os custícios são como as unhas que a gente corta e elas crescem novamente.
Agora, para fazerem isso por conta própria as empresas precisariam dispor de um funcionário com todas essas competências (o que elas não têm) e que se tivessem, custaria os olhos da cara.
E como se isso não bastasse, esse tipo de serviço de expor o que está sendo feito erradamente na empresa, não pode ser feito por algum empregado da própria empresa. Primeiro porque ele tem dependência econômica da empresa, segundo porque, por mais qualificado que seja, também faz parte do problema e terceiro porque está envolvido emocionalmente com os demais empregados.
Diferentemente, uma consultoria externa especializada não tem dependência econômica do cliente, não faz parte da equipe da linha de frente responsável pela execução das operações e tampouco tem qualquer conexão emocional com os demais empregados e com a própria empresa.
Por isso ela trabalha friamente sobre os dados e fatos. Vê números e não caras. Entrega para os sócios todos os números e fatos, sejam eles bons ou ruins. E explicam o que é preciso ser feito e como fazer para eliminar o ruim.
Quem vê as caras que irão trabalhar para corrigir o que está errado são os sócios, já que o dinheiro jogado fora com os custícios saem do bolso deles.
Por isso, é muito mais fácil, prático, eficiente, seguro e infinitamente mais barato terceirizar esse serviço para uma consultoria especializada como a nossa Consultoria Faccin que vem fazendo isso há 25 anos exclusivamente para as empresas de monitoramento de alarmes.
A prática e o conhecimento adquirido por nós na execução de algumas centenas de estudos como esses, nos permitiu desenvolver uma tecnologia própria que possibilita fazer um check-up profundo de todos os departamentos da empresa, com extraordinária eficiência, rapidez, remotamente e a um preço superacessível até para microempresas.
O nosso método permite inclusive avaliar o potencial de lucro das novas vendas e o valor da carteira de clientes. Tudo feito com o maior rigor científico mensalmente.
Antes de culpar a concorrência de preço baixo pela falta de lucro, é preciso fazer a “lição de casa”, ou seja, separar, quantificar e eliminar os custícios, ou desperdícios disfarçados de custos.
Prof. Faccin